quarta-feira, janeiro 03, 2007

Memória de Tallinn . 1

Tallinn foi, por diversas razões, a cidade, das três capitais bálticas, a que fiquei a conhecer menos bem. Ali apenas estive três dias: um deles foi para visitar o parque de Kardiog e o museu de arte KUMU - onde demorei grande parte do dia. O tempo também não ajudou muito: alguma chuva miudinha não dava azo a grandes passeios. Assim, fiquei-me, na prática, e para além do museu, pela chamada "Cidade velha" - Vanalinn.

Vanalinn - a cidade velha - é a todos os títulos uma "cidade" bastante simpática: datando parte da sua a edificação do séc. XIII, o que é claramente visível nalgumas edificações

Tallinn - Great Coast Gate


Tallinn - Vanalinn (Old town) - Raekoda (Town Hall)


Tallinn - Vanalinn (Old town) - Pühavaimu kirik (Church of the Holy Spirit)


o largo da Câmara Municipal amplo e rodeado de esplanadas


Tallinn - Vanalinn (Old town) - Raekoja Plats



casas típicas bastante interessantes

Tallinn - Vanalinn (Old town) - Lai tänav


Tallinn - Vanalinn (Old town)


Tallinn - Vanalinn (Old town) - Nunne tänav


onde nunca faltam pequenas surpresas

Tallinn - Vanalinn (Old town)


Tallinn - Vanalinn (Old town)


Tallinn - Vanalinn (Old town)


e (novamente) construções em estilo Art Nouveau

Tallinn - Vanalinn (Old town) - Pikk tänav


Tallinn - Vanalinn (Old town)



Das poucas e curtas incursões que fiz para fora do centro histórico, a cidade pareceu-me agradável. Alguns edifícios de construção recente


Tallinn - modern architecture


Tallinn - modern architecture


A construção moderna conseguiu integrar outras mais antigas

Tallinn - old and modern architecture


memoriais relembram guerras passadas

Tallinn


e... surpreendentemente, um edifício mantém o símbolo soviético...

Tallinn - Vene Kultuurikeskus


Tallinn - Vene Kultuurikeskus


Mas é sobretudo do centro que mantenho melhor memória

Tallinn - Vanalinn (Old town) - Raekoda (Town Hall)


Tallinn - Vanalinn (Old town) by dusk

(para além do Museu de arte de que falarei mais tarde)

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Memória de Riga . 2

Mas Riga não é apenas e só "Art Noveau".

Riga foi, como referi anteriormente, uma cidade importantíssima no seio da Liga Hanseática, já que era ponto de encruzilhada entre o Mar do Norte e seus portos (leia-se a Alemanha e seus protectorados) e o oriente da Europa (Rússia).

Assim encontram-se várias marcas da presença alemã em Riga. Desde logo a Casa Grande da Guild (associação mercantil). Edifício onde se encontram várias inscrições em alemão antigo

Rīga - Mazā Ģilde (Small Guild Hall)


com interessantíssimos vitrais representando os vários oficios:

Rīga - Mazā Ģilde (Small Guild Hall)



Outras presenças, mais recentes, podem encontrar-se em Riga

Rīga - Uzvaras parks - Monument to Soviet victory in WWII


Rīga - Latvijas Zinātņu Akadēmija (Latvian Science Academy)



Mas para além destes símbolos e remontando a tempos mais recuados, Riga apresenta uma riquíssima variedade de edificações

Rīga - Rātslaukums


Rīga - Trokšņu iela


Rīga - Raiņa bulvāris - French embassy


Rīga - Citadeles iela


Rīga - Doma laukums


a parte mais antiga da cidade com ruas estreitas

Rīga - Trokšņu iela




Muito perto de Riga encontra-se a vila de Jūrmala - estância balnear dos habitantes de Riga

Jūrmala (Rīga)


e onde se podem encontrar algumas casas de verão da burguesia do antigamente

Jūrmala (Rīga)

outras já muito recentes

Jūrmala (Rīga)




Riga não descansou à sombra da sua integração na União Europeia. O seu desenvolvimento é notório igualmente na quantidade e qualidade de edifícios modernos - sobretudo longe do centro da cidade


Rīga - Kalpaka bulvāris


Rīga - contemporary architecture - Hansabanka


Rīga - contemporary architecture - Centra Nams


Sem dúvida que Riga constitui uma boa escolha no meu itinerário de férias.

Rīga - Andrejosta

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Memória de Riga . 1

Acaso, coincidência, sorte...
De cada vez que penso numa destas minhas digressões / descobrimentos, há um ponto central - uma cidade, um espaço geográfico, que me interessa particularmente. Depois, e por motivos ou logísticos ou apenas pela intuição vou inscrevendo outras cidades no meu roteiro.

Assim, a viagem do ano passado começou com a ideia de visitar Praga. E Praga interessou-me, intrigou-me, desde logo pelo apelo que tinha estado a suscitar no turismo. Porque seria? Depois interessou-me pela actividade cultural intensa que a cidade sempre despertou junto dos mais variados artistas: da música à literatura, da pintura à arquitectura... Elegendo Praga como ponto principal dessa viagem, interroguei-me porque não acrescentar Berlim ao roteiro; afinal tinha lá estado em miúdo, e, da cidade alemã, farrapos de imagens ainda persistiam na minha memória.
Viena, a meio caminho, foi uma paragem lógica: antiga capital do império austro-húngaro, centro da Mitteleuropa, cruzamento do ocidente para oriente, do norte para sul da Europa, não deveria faltar. Portanto o início da viagem estava planeado: Berlim, Praga, Viena. Mas estando eu em Viena, não seria possível, dar uma saltada (maneira de dizer) a Budapeste? A outra grande capital do império austro-húngaro, onde chegava o mítico expresso do oriente... E, já agora, porque não a enigmática Bratislava (enigmática porque praticamente nada sabia acerca desta cidade). E o circuito estava, assim, feito. Apenas, por questões logísticas acrescentei Colónia - e de que não me arrependo um milímetro.

Depois vieram as surpresas. Em Berlim comecei a reparar na arquitectura Art Nouveau aqui chamada de Jugenstil; não muito presente, mas ainda assim significativa. Em Praga e em Viena este mesmo estilo arquitectónico, por essas bandas chamado de Sezessionsstil, estava muito mais presente. Em Bratislava encontrei ainda alguns edifícios nesse mesmo estilo e finalmente em Budapeste (a Paris da Mitteleuropa) a Art Nouveau imperava, sobretudo no centro da cidade.
Fiquei, não digo um "connaisseur", mas um apreciador mais enriquecido desse tipo de arquitectura.

Ainda este ano - em período fora de férias - numa visita a Łódź voltei a encontrar o que por ali é chamado de Młoda Polska - a versão polaca da Art Nouveau.

A viagem deste ano foi pensada, não numa cidade específica, mas numa região: o Báltico. Lembro-me de ter estudado, já não sei exactamente porquê, no liceu, na disciplina de geografia, o Mar Báltico e o Golfo de Riga; em história a Liga Hanseática e a importância da cidade de Riga nesta associação comercial entre cidades. Depois havia ainda o facto de em miúdo ao fazer a colecção de cromos com as bandeiras de todos os países do mundo, e na secção relativa à Europa, aparecerem três bandeiras de países dos quais nunca nada ouvira: Estónia, Letónia, Lituânia. Mas que países eram esses?
Neste percurso Varsóvia surgiu como escala, e ainda como contraponto a Berlim. Ambas as cidades foram praticamente destruídas no final da II Grande Guerra: como "recuperaram elas"?
Finalmente Helsínquia foi igualmente incluída já que, uma vez em Tallinn, numa travessia de barco de cerca de hora e meia, estava naquela cidade - e aí a arquitectura contemporânea era um chamamento irresistível.

Ora as coincidências, ou talvez melhor, a continuidade, na arquitectura característica de Viena, Praga e Budapeste encontrei eu este ano em Riga.
Nada mais nada menos a cidade com maior património arquitectónico em Art Nouveau.
É de facto esta a memória mais marcante que tenho da capital da Letónia.

Rīga - Smilšu iela


Ruas e ruas no chamado "centro histórico" apenas com construções naquele estilo

Rīga - Šķūņu iela


umas esculturas decorativas mais "ortodoxas"

Rīga - Ģertrūdes iela


outras mais "modernas"

Rīga - Elizabetes iela


Igualmente fora do "centro histórico" o estilo está presente

Rīga - Elizabetes iela


quarteirões de edifícios com decorações inspiradas em faces humanas

Rīga - Alberta iela

em animais

Rīga - Smilšu iela


linhas ondulantes e formas florais

Rīga - Ģertrūdes iela


Rīga - Tirgoņu iela


um ou outro edifício à espera de recuperação

Rīga - Alberta iela


mas sempre, sempre motivos ornamentais muito característicos do estilo

Rīga - Teātra iela


Uma curiosidade, entre muitas outras: Mikhail Eisenstein, pai do realizador Sergueï Eisenstein, tem várias construções de que foi arquitecto

Rīga - Strēlnieku iela


Enfim um regalo para apreciadores da Art Nouveau

Rīga - Strēlnieku iela

(para ver a colecção com cerca de 100 fotos minhas de Art Nouveau em Riga, clicar aqui)

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Memória de Vilnius . 3

As memórias mais vivas de Vilnius ficariam incompletas se deixasse de referir o "Europos Parkas".

Em 1989 o Instituto Geográfico Nacional Francês calculou que o Centro Geográfico da Europa se situaria perto da localidade de Purnuškės - a cerca de 15km de Vilnius. O escultor lituano Gintaras Karosas (19 anos na altura) "aproveitando a deixa" criou muito perto desse local, em plena floresta uma escultura assinalando o "centro da Europa".

Tinha nascido um museu de arte contemporânea ao ar livre.

Hoje pelo parque, com cerca de 55 hectares, encontram-se mais de 90 obras de arte de artistas de 27 países diferentes.

Vilnius - Europos Parkas




Vilnius - Europos Parkas
("Gerianti struktūra su inksto formos baseinu" (Drinking Structure with Exposed Kdney Pool) by Dennis Openheim, 1998)


Vilnius - Europos Parkas
("Dvigubo negatyvo piramidė" (Double Negative Pyramid) by Sol LeWitt, 1998)


Vilnius - Europos Parkas
("Senoliai" (Ancients) by Blane De St. Croix, 1996)


Vilnius - Europos Parkas
("Rekviem mirusiam poni" (Requiem for a Dead Pony) by Laurent Mellet, 1994)


Vilnius - Europos Parkas
("Europos centro monumentas" (Monument of the Centre of Europe); by Gintaras Karosas, 1993)


Vilnius - Europos Parkas
("Berankė" (Armless) by Vytautas Kašuba, 1954)


Vilnius - Europos Parkas
("Moteris žiūrinti į mėnulį" (Wooman looking at the Moon), by Javier Cruz, 1996)


Vilnius - Europos Parkas
("Neatpažinto augimo erdvė"; (Space of Unknown Growth) by Magdalena Abakanowicz, 1998)


Vilnius - Europos Parkas
("Vieta" (The Place) by Gintaras Karosas, 2001)


Vilnius - Europos Parkas
("Pagauk vėją" (Catch the Wind) by Strijdom van der Merwe, 2004)


Vilnius - Europos Parkas
("Ieva tarp medžių" (Eve among Trees) by El Sayed Abdou Selim, 1997)



Uma óptima maneira de me despedir de Vilnius.


Vilnius
 

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