quinta-feira, agosto 23, 2007

Oslo - 4

Programa para hoje: visitar o Museu de Arte Moderna (1814-1950) e depois o Museu de Arte Antiga.
De manhã não pude deixar de dar uma volta antes de chegar ao Museu - aliás este só abria às 10 e não fica a mais de 5 minutos a pé do hotel; no entanto, por razões óbvias só lá cheguei perto do meio dia...

(hei-de saber a traducão do que ali está escrito)




é esta aparente simplicidade que me encanta: um lago circular, uma moldura rectangular de onde cai água e verde à volta; e, às 10 da manhã, já há pessoas a aproveitar o bom tempo...




uma arquitectura simplicissima em que as cores nas janelas aparecem aleatoriamente...

a harmonia do edifício do Ministério da Cultura e Sede da Missão da Unesco em Oslo

mas que visto de outro ângulo cria um impacto completamente diferente


talvez se perceba porque demorei tanto tempo a chegar ao Museu...

Museu que avisava a proibicão de fotografar... fiz-me de ignorante e entrei com a máquina. Primeira foto ainda nas escadas (à sucapa, claro):

(Christian Krohg, "Kampen for tilværelsen" (Luta pela sobrevivência), 1889)


(Van Gogh, auto-retrato, 18??)


(Picasso, "Natureza morta com guitarra", 190?)

e ainda Manet, Monet, Cézanne, Renoir e bastantes autores noruegueses da época e, claro está, o famoso!



(todas as fotos tiradas "a olho", isto é sem espreitar pela câmara, e assobiando para o lado...)



Agora que almocei, que editei as fotos de ontem e fiz o "trabalho de casa", vou até ao Museu de Arte Antiga (talvez me perca pelo caminho...); muito provavelmente não editarei mais nenhum "post" de Oslo, já que amanhã de manhã parto para Reykjavík.

Oslo - 3

Tinha planeado ir ao Museu Munch e de tarde ao Museu de Arte Contemporanea. Do hotel ao Museu Munch serão uns dez minutos a pé... saí perto das 9, cheguei lá já passava do meio-dia...
Meio dia que por estas bandas e com este tempo os oslenses não perdem


ou almocando umas enormes sandes de excelente aspecto num dos muitos jardins

(percebe-se agora a razão de eu sistematicamente dizer que o tempo está excelente...)

De facto esta cidade fascina-me completamente pela sua diversidade e pluralidade na arquitectura e ainda quando, quanto menos se espera, no meio da rua surge uma pequena (ou não tão pequena) obra de arte a surpreender-nos.



O Museu Munch, sóbrio na arquitectura, tem uma seguranca rigidissima, qual aeroporto: tive de passar por um portal detector de metais, todos os objectos passaram pelo tapete de raios X... (casa roubada....).
A obra do homem é de facto fabulosa - para além de "O grito", os seus numerosos quadros revelam um ser angustiado e sofredor.


(em Lisboa endireito a fotografia)

De "O grito" existem várias versões; a mais conhecida está no Museu Nacional (que hei-de visitar), aqui, no Museu Munch, existem outras versões: a que foi roubada em 2004 e vitima de maus tratos está a ser restaurada, entretanto é exibida uma outra versão em pastel.


Mas, como disse, a obra de Munch não se fica por esse quadro; muito mais há a ver, e ver com atencão.




Regressei ao centro da cidade de metro, não fosse vaguear por aí e perder o Museu de Arte Contemporânea.
Ao passar no centro deparo-me mais uma vez, porque de cada vez que por ali passo o espectáculo é o mesmo


uma rua, mesmo na "baixa" da cidade, vedada ao transito e com uma série de bancas onde se vendem apenas, e só, livros escolares

a rua cheia de miudos, de lista na mão, à procura dos livros que vão precisar para o próximo ano lectivo.


De facto a educacão dada nestes paises nórdicos é assunto levado muito a sério, lembre-se o que escrevi ontem a propósito do Parque Viegland, onde os miudos faziam trabalhos, e ainda o facto de quando entro em qualquer museu é raro não encontrar um grupo de jovens com um/a professor/a sentados no chão à roda de um quadro enquanto lhes vão chamando a atencão para pormenores do obra; e os miudos não se ficam numa atitude passiva: intervêm, fazem perguntas...


Ou ainda isto que me deixou completamente boquiaberto


(fotografia ainda tirada em Estocolmo)




Depois foi o Museu de Arte Contemporânea (onde a máquina fotografica foi impedida de entrar!)


está muito bem representado e organizado; dividido em quatro seccões: "Arte Abstracta", "Instalacões com objectos de todos os dias", "Arte Conceptual" e "Arte Minimal" (a que mais me interessa) nenhuma das obras é anterior a 1995. Interessantissimo e a não perder, já que dá uma perspectiva, embora não cronológica, da Arte nos últimos vinte e poucos anos.

Por aquelas bandas galerias de arte também não faltam




Há um Museu de Arte Moderna e o Museu de Arte Antiga (que visitarei amanhã).

terça-feira, agosto 21, 2007

Oslo - 2

Do diário de bordo:

"Um dia excepcional, o de hoje! pelo tempo que fez (todo o dia céu descoberto, um sol optimo, temperaturas à volta dos 25 graus) e pelo passeio que dei.


A menina do Turismo, logo pela manhã, e depois de eu lhe explicar o que gostaria de ver/fazer em Oslo, me aconselhou a comprar o "Passe Oslo" para dois dias (todos os museus e transportes grátis) e que guardasse o último dia para os museus de entrada livre (o Museu de Arte Antiga e o de Arte Contemporânea).


Porque o dia estava convidativo a passeios, optei por comecar com o Vieglandsparken (fui de metro: muito desengracado...)




um parque imenso criado pelo escultor Gustav Viegland (1869-1943) e apenas com obras dele (mais de 200)

mas cujo estilo, sem "golpe de asa", não me entusiasma por aí além.




dei uma volta pelo parque, e o que verdadeiramente me surpreendeu foi a quantidade de miúdos a fazerem trabalhos escritos para a escola...


Depois, calmamente, desci por bairros pouco "turisticos", mas muito agradaveis



até à zona do porto que ontem á noite tinha "descoberto".

Um espanto!


Estes tipos devem ter passado pela ex-Expo (o Parque das Nacoes está a transformar-se noutra coisa...) e devem ter-se inspirado, já que o conceito global é o mesmo: este agrada-me mais (porque tem menos altura? porque mais recente?)


E porque o tempo continuava excepcional, resolvi apanhar o "ferry" (com o "Passe Oslo" é de borla)


para a península de Bygdøy onde se situam uma série de museus; acabei por visitar o "Vikingskiphuset" - o museu dos barcos vikings que alberga três do séc.IX e que serviam de túmulos aos notáveis da época



Deixei passar o Museu Etnográfico, praticamente ali ao lado, e passei ao Fram Museet; este centra-se à volta do navio "Fram" - o primeiro quebra-gelos, explorador dos Polos e que levou Amudsen ao Polo Sul.






De facto tenho andado por países com uma forte ligacão ao mar... E pelo mar - embora num simples "ferry" - regressei à bela Oslo!


Amanhã espero ir ao Museu Munch (ver "O grito", claro) e dar mais umas voltinhas, tudo vai depender do tempo - é que se estiver como hoje, não resistirei a grandes passeios... "

segunda-feira, agosto 20, 2007

Oslo - 1

Apaixonei-me pela cidade. As comparacões são inevitaveis. Estocolmo é uma cidade agradável, bem arrumada, tem de tudo, mas, para meu gosto, um tanto monótona.
De Oslo senti-lhe, mal comecei a descobrir a cidade, a "alma". Das duas uma: ou não encontrei a "alma" de Estocolmo, ou a cidade não a tem (o que não acredito...)
Aqui foi "tiro e queda". Daquelas coisas que nao se sabem explicar com exactidão: talvez uma certa falta de esquadria das ruas... a mistura do novo com o tradicional...









e o porto!



O porto muito bem aproveitado, muito bem concebidas todas as estruturas envolventes. Tenho de lá voltar, de dia, já que apenas por lá passei depois do jantar.


Temo bem não ter tempo para ver tudo o que pretendo desta cidade...

Stockholm - 6 / Viagem para Oslo

Ultimo dia em Estocolmo, como pensado fui até Södermalm.



A terceira maior ilha do arquipelago, e um imenso bairro habitacional, sem interesse de maior... talvez pudesse ter aproveitado melhor o dia... coisas!
Unica coisa mais interessante foi ter uma espécie de elevador de Santa Justa com uma boa vista sobre Estocolmo...


Apanhei o comboio da noite para Oslo,



e dez minutos depois do comboio partir



já estava a dormir (foi excelente ter comprado um compartimento só para mim...)... acordei a meio da noite, nem faco ideia porquê, nem a que horas, já que voltei a adormecer rapidamente.
Acordei depois às 8.30 (o comboio chegaria pelas 10 e 40) tomei um duche, bebi um café no bar (para esquecer, de tao mau que era...)


e pouco depois estava a chegar a Oslo.


sábado, agosto 18, 2007

Stockholm - 5

Sábado: previra dar uma volta de metro - como disse anteriormente, consta que as estacöes tiveram intervencöes de artistas plasticos - e visitar o Vasa Museu.

As estacöes foram uma desilusäo! As de Lisboa é que säo! Uma ou outra mais ou menos engracada, mas nada de especial




O Vasa Museu, nasce da descoberta por volta de 1950, de um navio, de 69 metros de comprimento e 53 de altura, que se afundara quando lancado à água em 1628 no porto de Stockholm. Uma vez resgatado do fundo do mar, o que só veio a acontecer em 1961, construiu-se à sua volta um museu para o abrigar e que simultaneamente desse uma panoramica sobre a vida maritima da Suécia no séc. XVII.

O edificio é interessantissimo

só que a fila para a entrada no museu era tal (uma dúzia de autocarros cheios de turistas tinham acabado de desembarcar...) e näo tive paciencia para ir para a fila. Aproveitei para dar um passeio à volta do museu





quando passados três quartos de hora, regresso à entrada, a fila tinha desaparecido.

É de facto impressionante, o tamanho do barco e pensar que foi resgatado da lama do leito do canal que o tinha perservado





Depois ainda passei por um parque anexo ao Museu da Cidade com algumas contrucöes típicas do final do séc XIX



Aproveitei a "borla" do Cartäo Stockholm para voltar de metro.

Amanhä parto no comboio da noite para Oslo. Penso durante o dia dar um salto à Ilha de Södermalm (aparentemente a terceira maior do arquipélago) e onde ainda näo pus os pés.
 

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