sábado, setembro 01, 2007

Köln - 2

Pois... último dia de férias, já que amanha será a viagem de regresso.

Saí cedo do hotel, o que deu para ver o interior da Catedral praticamente sem ninguem: é de facto impressionante


lindissimo trabalho na pedra






Depois, e tal como previsto, ida ao "bio-market"



Pelo caminho pequenas curiosidades, como o de umas raparigas que ensaiavam um qualquer espectáculo musical na rua - para acompanhar uma passagem de modelos, presumo eu



um curioso remate de telhado



uma esquina mais tradicional





Depois, deixadas no hotel as gulodices compradas: Museu Ludwig (como previsto)


o pátio exterior a prometer


("Frau no.13", Thomas Schütte, 2003)


no hall uma escultura nao identificada...


ao fundo nas portas que dao acesso às galerias o logotipo de "proibicao de fotografar"... chatos! mesmo assim, e através das portas de vidro ainda tive oportunidade de "sacar" uma Nicki de Saint Phalle


(a fazer ligacao com o Museu de Arte Moderna de Estocolmo...)


Depois lá dentro, todos os artistas plásticos do séc XX até hoje que seriam de esperar num bom Museu de Arte Moderna: de Picasso a Wharol, de Dubuffet a Dali, de Max Ernst a Lichenstein... e por aí fora...

(aqui para nós: no aeroporto de Reykjavik, nao resisti à tentacao de comprar um telemóvel de penúltima geracao - com máquina fotografica, internet e outras funcionalidades que ainda nao descobri muito bem. Pois bem, levei o XPTO comigo e muito à sucapa tirei uma fotozitas de algumas obras... mas fui apanhado e polidamente advertido. Em Lisboa terei oportunidade de publicar algumas dessas fotos "roubadas".)

Almocei esplendidamente na esplanada do café do Museu



após o que aproveitei e atravessei o Reno pela "velha" Hohenzollernbrücke


nunca tinha estado do outro lado



Esta margem, mais moderna, está sobretudo ligada às grandes feiras, exposicoes, negócios, etc.


mas nao deixa de ser menos interessante por isso



O regresso à "velha" Colónia e pequenas descobertas, como a de um Mosteiro de frades franciscanos (explicou-me uma senhora) destruido durante a guerra e agora em re-estruturacao; mantendo o que ficou de pé e construindo um novo edificio onde ficará instalado um Museu religioso. A capela, visitável, é um espanto na harmonia do antigo com o contemporaneo






por fora, promete, já que está em obras, vir a ser um belissimo edificio



Mas um homem nao vive apenas do espirito... tem igualmente outro tipo necessidades. Juro que esta casa de banho foi a de entrada mais simpática que já vi nos dias da minha vida!



Regresso ao centro de metro



jantar e por a escrita em dia



Até Lisboa!

sexta-feira, agosto 31, 2007

Köln - 1

Que bom revisitar esta cidade. Rever sítios que me ficaram na memória



outros que nao conhecia



ou de que me nao lembrava



E ao fim da manha, depois de vaguear pelas ruas, descobrir um Museu novo (novo, para mim); o "Wallraf-Richartz-Museum & Fondation Corboud" que acabei por visitar ao início da tarde.



Surpresa agradavel: compra-se um "passe" que dá direito a visitar todos os museus da cidade durante dois dias; é esse o tempo da minha estadia aqui e ainda quero ir ao Museum Ludwig (o tal que tem uma das maiores coleccoes na Europa de Pop Art); nao hesitei; a grande surpresa é que o "passe" custa metade de uma entrada simples no Museu...



O "Wallraf-Richartz-Museum & Fondation Corboud" nao é enorme (como o Louvre ou o British), mas possui obras significativas que vao do séc. XIV


("Madona e o Menino no trono", Bulgarini, ca.1370)

ao inicio do sec XX, com uma bela coleccao de impressionistas franceses



e com um Munch por exemplo (a fazer ligacao com Oslo...)



Enfim, uma belissima coleccao e um belissimo principio de tarde.



Decido adiar para amanha o Museu Ludwig.

Entretanto passeando pela cidade lembro que há dois anos ao sábado há um mercado com produtos biológicos (de que trouxe na altura algumas delicias), e lá dei com o sítio, e certifiquei-me de que continua a haver mercado aos sábados... Portanto programa para amanha já há!

Surge-me de repente a indicacao de um certo museu Kollwitz... o nome diz-me qualquer coisa...



e de repente quase ia jurar que é a escultora de uma obra vista em Berlim (uma Pietta) perto da Porta de Brandenburgo, e a lembrar os mortos da II Guerra.

Olho um dos cartazes com atencao: nao posso estar enganado



Entro e percebo que se trata mesmo do Museu dedicado exclusivamente à obra de Käthe Kollwitz (1867 - 1945), onde há uma miniatura da "Pietta" vista em Berlim.
É proibido fotografar...

Reykjavik / Köln

Dia praticamente sem história:
levantar às 3h30 para estar no terminal dos autocarros às 4h30 de forma a chegar ao aeroporto às 5h15 já que o aviao partiria às 7.



Sobrevoo, algum tempo depois, uma Alemanha mais verde, e de paisagem mais familiar, até Frankfurt-Hahn



mais duas horas de autocarro e estou em Colónia



praticamente um dia a viajar...

Janto numa tasca verdadeira! Engracadissima



salsichas com sauerkraut (choucrute) e puré de batata (mais alemao que isto nao é possivel!). A patroa vai escrevendo no cartao que serve de base ao copo de cerveja a despesa que vou fazendo - acabo por pagar uma pechincha, sobretudo se comparar com os precos dos jantares na Escandinávia!.
Ao meu lado um tipo que nao regula bem da bola, come e vai cantando (afinado) árias de ópera italianas, umas a seguir às outras...



Regresso ao hotel, praticamente ao lado da Catedral, cedo a fim de recuperar um pouco o sono

Akureyri - 2

A menina do Turismo tinha razao... o tempo nao estava famoso.

Akureyri fica no interior do fiorde, o maior da Islandia, 65 km até à embocadura, donde nao tinha maneira de imaginar, sequer, o circulo polar ártico. Uma das excursoes possiveis passava por Húsavík, a cidade que fica mesmo no extremo do fiorde de Skjálfandi, e portanto de onde se poderia "ver" o dito círculo. Só que, e segundo a menina do Turismo, nao valeria a pena fazer essa excursao visto o céu estar completamente coberto de nevoeiro nessa vila... donde acabei por optar pela sugestao dada: uma volta pelas quedas de Goðafoss



depois o lago de Mývatn, perto do vulcao de Krafla


o cujo esteve em erupcao em 1984 tendo soterrado uma serie de construcoes
as formacoes rochosas com origem na lava recente

um outro ponto da ilha onde as duas placas tectónicas (euro-asiática e norte-americana) se encontram



crateras de água termal (quentíssima - e que serve para aquecer as casas: 90% da energia consumida nas habitacoes da Islandia teem origem nestas nascentes)


paisagens que parecem de um outro planeta...



o regresso a Akureyri




e finalmente o aviao para Reykjavik

terça-feira, agosto 28, 2007

Akureyri - 1



Voo de 40 minutos até chegar a Akureyri.

Sobrevoando novamente glaciares



Chegada. Procuro no aeroporto - uma pequena gare, ao fim e ao cabo



- um posto de turismo: nada. Saio; a outra vintena de passageiros já partiu ou em carros de família ou em táxis. Um corredor para BUS e TAXIS faz me esperar, mais um outro "maduro" - um tipo de uns trinta anos com duas maletas e uma especie de cano aí com uns dois metros. O tempo vai passando (o que vale é que está sol e uma temperatura muito agradável). Nao tenho muita pachorra para esperar. Volto a entrar no aeroporto e pergunto a um funcionário o horário dos autocarros. Que nao há autocarros, apenas táxis; se eu esperar um pouco há de aparecer um.
Volto para fora; o tal fulano continua lá, à espera de táxi, presumo. A páginas tantas mete conversa: donde sou, para onde vou... o costume; fico a saber que é americano e está na Islândia, em Reykjavik, a fazer o estágio universitário em geo-termologia, e que foi chamado de emergência para medir a temperatura da água de um geyser aqui perto de Akureyri. Desesperamos pelo táxi e combinamos uma "vaquinha" mal apareca um. A cidade parece-me perto (uns vinte minutos a pé - penso). Trocamos mais umas impressoes sobre a Islândia - agora já é conversa para preencher o tempo... Farto-me e digo-lhe que vou a pé. Deseja-me sorte.



De caminho vou comecando a conhecer a cidade



Vinte e cinco minutos depois estava no Posto de Turismo de Akureyri. Ele ainda é capaz de continuar à espera de um táxi...

Peco à simpática menina do Turismo um mapa da cidade e percebo que estou ao virar da esquina do hotel. Ela pergunta-me o que tenciono fazer aqui: explico-lhe que apenas vou estar dois dias e que tenciono conhecer a cidade e passear por aí. Aconselha-me a visitar a cidade ainda hoje, já que está muito bom tempo - rapidamente estava novamente apenas de t-shirt! - mas, avisa-me ela, o tempo vai mudar, e amanha nao vai estar tempo para passeios a pé. Daí aconselhar-me ir numa das muitas excursoes que por aqui há. Depois da experiencia de ontem, e se o tempo nao estiver famoso, se calhar é uma ideia.

Dou uma volta pela cidade e rapidamente percebo que, se bem que engracada, nao preciso de dois dias para a conhecer: mais parece uma vila - duas velhotas ao se cruzarem comigo deram-me os bons dias (presumo que nao me tenham mandado dar uma volta...)



Novamente casinhas dos desenhos...



Passo novamente pelo Posto de Turismo: quero certificar-me que indo numa dessas excursoes, nao perco o aviao de volta para Reykjavik. Garante me a menina que nao, que o motorista me deixará directamente no aeroporto. Fico descansado.

Já ao fim da tarde numa volta ao acaso passo por um conjunto de edificios interligados bastante heterogeneo e interessante: uma escola primária centenária



à qual foi acrescentado há um par de anos um anexo como escola secundária






e mesmo ao lado um lar de estudantes...



Excelente!

Parece que o tempo vai mesmo mudar: para além de ter refrescado o tempo está ligeiramente cinzento... veremos o que acontecerá amanha...




("Tilvera" [Existencia], 2003, Steinunn Þórarinsdóttir, Islândia, 1995 - esta escultura existe no pátio da escola...)
 

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