segunda-feira, agosto 20, 2007

Oslo - 1

Apaixonei-me pela cidade. As comparacões são inevitaveis. Estocolmo é uma cidade agradável, bem arrumada, tem de tudo, mas, para meu gosto, um tanto monótona.
De Oslo senti-lhe, mal comecei a descobrir a cidade, a "alma". Das duas uma: ou não encontrei a "alma" de Estocolmo, ou a cidade não a tem (o que não acredito...)
Aqui foi "tiro e queda". Daquelas coisas que nao se sabem explicar com exactidão: talvez uma certa falta de esquadria das ruas... a mistura do novo com o tradicional...









e o porto!



O porto muito bem aproveitado, muito bem concebidas todas as estruturas envolventes. Tenho de lá voltar, de dia, já que apenas por lá passei depois do jantar.


Temo bem não ter tempo para ver tudo o que pretendo desta cidade...

Stockholm - 6 / Viagem para Oslo

Ultimo dia em Estocolmo, como pensado fui até Södermalm.



A terceira maior ilha do arquipelago, e um imenso bairro habitacional, sem interesse de maior... talvez pudesse ter aproveitado melhor o dia... coisas!
Unica coisa mais interessante foi ter uma espécie de elevador de Santa Justa com uma boa vista sobre Estocolmo...


Apanhei o comboio da noite para Oslo,



e dez minutos depois do comboio partir



já estava a dormir (foi excelente ter comprado um compartimento só para mim...)... acordei a meio da noite, nem faco ideia porquê, nem a que horas, já que voltei a adormecer rapidamente.
Acordei depois às 8.30 (o comboio chegaria pelas 10 e 40) tomei um duche, bebi um café no bar (para esquecer, de tao mau que era...)


e pouco depois estava a chegar a Oslo.


sábado, agosto 18, 2007

Stockholm - 5

Sábado: previra dar uma volta de metro - como disse anteriormente, consta que as estacöes tiveram intervencöes de artistas plasticos - e visitar o Vasa Museu.

As estacöes foram uma desilusäo! As de Lisboa é que säo! Uma ou outra mais ou menos engracada, mas nada de especial




O Vasa Museu, nasce da descoberta por volta de 1950, de um navio, de 69 metros de comprimento e 53 de altura, que se afundara quando lancado à água em 1628 no porto de Stockholm. Uma vez resgatado do fundo do mar, o que só veio a acontecer em 1961, construiu-se à sua volta um museu para o abrigar e que simultaneamente desse uma panoramica sobre a vida maritima da Suécia no séc. XVII.

O edificio é interessantissimo

só que a fila para a entrada no museu era tal (uma dúzia de autocarros cheios de turistas tinham acabado de desembarcar...) e näo tive paciencia para ir para a fila. Aproveitei para dar um passeio à volta do museu





quando passados três quartos de hora, regresso à entrada, a fila tinha desaparecido.

É de facto impressionante, o tamanho do barco e pensar que foi resgatado da lama do leito do canal que o tinha perservado





Depois ainda passei por um parque anexo ao Museu da Cidade com algumas contrucöes típicas do final do séc XIX



Aproveitei a "borla" do Cartäo Stockholm para voltar de metro.

Amanhä parto no comboio da noite para Oslo. Penso durante o dia dar um salto à Ilha de Södermalm (aparentemente a terceira maior do arquipélago) e onde ainda näo pus os pés.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Stockholm - 4

Do diário de bordo:
"Mas que extaordinário fim de tarde; que excepcional dia; memorável a todos os títulos! Estarei a sobreestimar?

Pois está um agradibilissimo fim de tarde numa esplanada à beira de um canal, o sol de fim de tarde a bater-me em cheio, uma cerveja optima... isto tudo depois de um dia estafante, sem dúvida, mas simultaneamente surpreendente.

Eram dois os objectivos: 1 - tentar encontrar o tal edificio de que me tinham falado ontem e aparentemente ligado à arquitectura; 2 - visitar o Vasa Museu.

Comecei por descobrir, quase por acaso o Campus da Universidade Técnica: enorme, muito agradável, embora com uma arquitectura tradicional.



Mas com uma biblioteca, adaptada de estruturas pré-existentes, muito bem esgalhada


após uma volta pelo Campus


ando pelas ruas da área a ver se descubro o tal edificio da polémica... E eis senäo quando reparo num, nem sequer ousado , mas que é certamente o tal a que, ontem, o tal homem se referira: a Faculdade de Arquitectura.


Dou uma volta à roda do edificio, näo encontro nada que justifique qualquer polémica


a näo ser o facto de estar inserido num bairro de traca tradicional (para mim näo destoa) e de ao lado ter uma igreja igualmente do inicio do seculo



Mais à frente passo pelo Estádio Olímpico - inaugurado aquando dos Jogos de 1912 - e claro que entro. Engracadissimo, julgarmos, hoje, este estádio como pequeno


e pensarmos que tenha sido considerado grandioso na altura...



Depois chegou a hora de almoco...

Um pouco mais adiante, dou inesperadamente, pelo "Dramatiska Institut"


- o Instituto Superior de Cinema, Radio, Televisäo e Teatro (exactamente por esta ordem, segundo o letreiro). Edificio interessante.



E dois minutos depois deparo-me com o "Svenska Filmistitut". Entro, pois claro, e... homenagens ao Bergman näo faltam






E em exposicao um vestido usado pela Greta Garbo (nao esquecer que era sueca!) no filme "Gösta Berlings saga" realizado por Mauritz Stiller em 1924 (desconheco o titulo em portugues)



Eu näo tenho culpa das coisas me aparecerem assim...

Depois, tropeco num quarteirao chamado "Garnisone"


finalmente um bairro (mais que um quarteiräo) claramente do sec XX. Em cada hall de entrada de cada edificio uma escultura



Pátios, pequenas ruas, esplanadas, cafés, "passages" ligam os vários edificios, num pequeno e delicioso labirinto onde apetece estar, vaguear, passar o tempo...







Um pequeno senäo: näo há gente; aqui e ali alguém sai do escritório (afinal já säo praticamente cinco da tarde - o museu, planeado de véspera, já foi!)




Amanhä visitarei o Vasa Museu...

Entretanto o fim de tarde dourado vai caindo"


quinta-feira, agosto 16, 2007

Stockholm - 3

Segundo dia museológico: Museu de Arte Contemporanea.

Lá fui andando - curioso como grande parte dos museus ficam na mesma ilha e muito perto uns dos outros: este fica a dois minutos de Arte Antiga (visitado ontem).

E lá me aconteceu mais uma história. Eu tenho um optimo sentido de orientacäao, mas nao dispenso o mapa. Logo de manhä, cinco minutos depois de ter saido do hotel, passo por uma escultura à beira de um jardim



escultura a reportar à engenharia, à maquinaria; antes tinha passado por vários blocos que indicavam ser residencia para estudantes... vai daí penso: o Insituto de Engenharia aqui do burgo deve ser perto... olho o mapa a ver se encontro alguma indicacao nesse sentido; um senhor simpatiquissimo abeira-se e pergunta-me se preciso de ajuda, se estou perdido (toda a gente fala ingles nesta terra); digo que nao, que estaria a ver se por perto nao se encontraria a tal Faculdade, e explico-lhe a associacäo que fizera. Que näo, que a escultura näo tinha nada a ver com qualquer escola. Já nao sei bem a que propósito diz-me que no entanto haveria por ali, um pouco mais adiante a uns 10 minutos a pé, um Instituto (?) de Arquitectura - mas que näo se tratava da faculdade... com uma arquitectura muito original, tipicamente sueca dos anos 90... e lá me vai contando a história da controversia que a construcäo de tal edificio levantou... e que ele considerava muito interessante... pergunto-lhe se me pode indicar no mapa onde fica, e de repente ele olha para o lado e exclama: "Ai que näo posso perder aquele autocarro" e desata a correr em direccao à paragem onde um autocarro acabara de parar... E lá fiquei eu de água na boca e sem saber nem o nome exacto nem onde ficaria... talvez sábado ou domingo volte para aquelas bandas... Agora imagine-se que estava eu a ver se descobria no mapa a existencia para aqueles lados de um qualquer Instituto ou organizacao de Arquitecturas, quando se abeira de mim um outro senhor, igualmente muito solicito: "May help you?" Lá lhe tento explicar o que procurava... "Sorry! But I have no idea!". E assim nos ficámos...

Lá cheguei perto do Museu de Arte Moderna (novamente pela hora de almoco - continuo a andar a pé apesar da "borla" do passe "Stockholm" - embora tenha que cheirar o metropolitano: ao que parece tem umas estacoes fabulosas!).
No jardim fronteiro uma exposicao



olho para aquelas pecas e lembro-me de já ter visto algo de parecido... onde? em Lisboa! numa exposicao de obras do Berardo na Assembleia da Republica... leio a placa: Nicki de Saint Phalle - é isso mesmo!




O Museu propriamente dito bem desenhado, mas nada que se compare com o arrojo dos museus de Arte Contemporanea que vi o ano passado quer em Tallin quer em Helsinquia.


Igualmente proibido fotografar!

Usei a mesma esperteza saloia que no Museu de Arte Antiga...
Só que desta vez apenas deu para fotografar um quadro do Munch (ainda por cima desfocado)
e um do Modigliani (sobre-exposto!)
depois apareceu um guarda a dizer que era mesmo proibido :"I'm very sorry, but you'r not alloweded to take any picture at this museum, sir!" E pronto. Por aqui me fiquei no que toca a fotografias.

Mas obras bem representativas do sec XX e XXI, incluindo Picasso, Paul Klee, Duchamps (com uma "Fontaine"), Max Ernst, Dali, Magritt, Andy Wharol e ainda muitos outros, deliciaram-me a tarde toda.

Fica apenas, para amostra, um fotografia de cartazes, tirada no café do Museu...

Depois foi o regresso

e mais um jantar de peixinho nórdico! (estou para ver se sempre vai haver bife de foca em Reykjavik...)

 

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