terça-feira, agosto 21, 2007

Oslo - 2

Do diário de bordo:

"Um dia excepcional, o de hoje! pelo tempo que fez (todo o dia céu descoberto, um sol optimo, temperaturas à volta dos 25 graus) e pelo passeio que dei.


A menina do Turismo, logo pela manhã, e depois de eu lhe explicar o que gostaria de ver/fazer em Oslo, me aconselhou a comprar o "Passe Oslo" para dois dias (todos os museus e transportes grátis) e que guardasse o último dia para os museus de entrada livre (o Museu de Arte Antiga e o de Arte Contemporânea).


Porque o dia estava convidativo a passeios, optei por comecar com o Vieglandsparken (fui de metro: muito desengracado...)




um parque imenso criado pelo escultor Gustav Viegland (1869-1943) e apenas com obras dele (mais de 200)

mas cujo estilo, sem "golpe de asa", não me entusiasma por aí além.




dei uma volta pelo parque, e o que verdadeiramente me surpreendeu foi a quantidade de miúdos a fazerem trabalhos escritos para a escola...


Depois, calmamente, desci por bairros pouco "turisticos", mas muito agradaveis



até à zona do porto que ontem á noite tinha "descoberto".

Um espanto!


Estes tipos devem ter passado pela ex-Expo (o Parque das Nacoes está a transformar-se noutra coisa...) e devem ter-se inspirado, já que o conceito global é o mesmo: este agrada-me mais (porque tem menos altura? porque mais recente?)


E porque o tempo continuava excepcional, resolvi apanhar o "ferry" (com o "Passe Oslo" é de borla)


para a península de Bygdøy onde se situam uma série de museus; acabei por visitar o "Vikingskiphuset" - o museu dos barcos vikings que alberga três do séc.IX e que serviam de túmulos aos notáveis da época



Deixei passar o Museu Etnográfico, praticamente ali ao lado, e passei ao Fram Museet; este centra-se à volta do navio "Fram" - o primeiro quebra-gelos, explorador dos Polos e que levou Amudsen ao Polo Sul.






De facto tenho andado por países com uma forte ligacão ao mar... E pelo mar - embora num simples "ferry" - regressei à bela Oslo!


Amanhã espero ir ao Museu Munch (ver "O grito", claro) e dar mais umas voltinhas, tudo vai depender do tempo - é que se estiver como hoje, não resistirei a grandes passeios... "

segunda-feira, agosto 20, 2007

Oslo - 1

Apaixonei-me pela cidade. As comparacões são inevitaveis. Estocolmo é uma cidade agradável, bem arrumada, tem de tudo, mas, para meu gosto, um tanto monótona.
De Oslo senti-lhe, mal comecei a descobrir a cidade, a "alma". Das duas uma: ou não encontrei a "alma" de Estocolmo, ou a cidade não a tem (o que não acredito...)
Aqui foi "tiro e queda". Daquelas coisas que nao se sabem explicar com exactidão: talvez uma certa falta de esquadria das ruas... a mistura do novo com o tradicional...









e o porto!



O porto muito bem aproveitado, muito bem concebidas todas as estruturas envolventes. Tenho de lá voltar, de dia, já que apenas por lá passei depois do jantar.


Temo bem não ter tempo para ver tudo o que pretendo desta cidade...

Stockholm - 6 / Viagem para Oslo

Ultimo dia em Estocolmo, como pensado fui até Södermalm.



A terceira maior ilha do arquipelago, e um imenso bairro habitacional, sem interesse de maior... talvez pudesse ter aproveitado melhor o dia... coisas!
Unica coisa mais interessante foi ter uma espécie de elevador de Santa Justa com uma boa vista sobre Estocolmo...


Apanhei o comboio da noite para Oslo,



e dez minutos depois do comboio partir



já estava a dormir (foi excelente ter comprado um compartimento só para mim...)... acordei a meio da noite, nem faco ideia porquê, nem a que horas, já que voltei a adormecer rapidamente.
Acordei depois às 8.30 (o comboio chegaria pelas 10 e 40) tomei um duche, bebi um café no bar (para esquecer, de tao mau que era...)


e pouco depois estava a chegar a Oslo.


sábado, agosto 18, 2007

Stockholm - 5

Sábado: previra dar uma volta de metro - como disse anteriormente, consta que as estacöes tiveram intervencöes de artistas plasticos - e visitar o Vasa Museu.

As estacöes foram uma desilusäo! As de Lisboa é que säo! Uma ou outra mais ou menos engracada, mas nada de especial




O Vasa Museu, nasce da descoberta por volta de 1950, de um navio, de 69 metros de comprimento e 53 de altura, que se afundara quando lancado à água em 1628 no porto de Stockholm. Uma vez resgatado do fundo do mar, o que só veio a acontecer em 1961, construiu-se à sua volta um museu para o abrigar e que simultaneamente desse uma panoramica sobre a vida maritima da Suécia no séc. XVII.

O edificio é interessantissimo

só que a fila para a entrada no museu era tal (uma dúzia de autocarros cheios de turistas tinham acabado de desembarcar...) e näo tive paciencia para ir para a fila. Aproveitei para dar um passeio à volta do museu





quando passados três quartos de hora, regresso à entrada, a fila tinha desaparecido.

É de facto impressionante, o tamanho do barco e pensar que foi resgatado da lama do leito do canal que o tinha perservado





Depois ainda passei por um parque anexo ao Museu da Cidade com algumas contrucöes típicas do final do séc XIX



Aproveitei a "borla" do Cartäo Stockholm para voltar de metro.

Amanhä parto no comboio da noite para Oslo. Penso durante o dia dar um salto à Ilha de Södermalm (aparentemente a terceira maior do arquipélago) e onde ainda näo pus os pés.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Stockholm - 4

Do diário de bordo:
"Mas que extaordinário fim de tarde; que excepcional dia; memorável a todos os títulos! Estarei a sobreestimar?

Pois está um agradibilissimo fim de tarde numa esplanada à beira de um canal, o sol de fim de tarde a bater-me em cheio, uma cerveja optima... isto tudo depois de um dia estafante, sem dúvida, mas simultaneamente surpreendente.

Eram dois os objectivos: 1 - tentar encontrar o tal edificio de que me tinham falado ontem e aparentemente ligado à arquitectura; 2 - visitar o Vasa Museu.

Comecei por descobrir, quase por acaso o Campus da Universidade Técnica: enorme, muito agradável, embora com uma arquitectura tradicional.



Mas com uma biblioteca, adaptada de estruturas pré-existentes, muito bem esgalhada


após uma volta pelo Campus


ando pelas ruas da área a ver se descubro o tal edificio da polémica... E eis senäo quando reparo num, nem sequer ousado , mas que é certamente o tal a que, ontem, o tal homem se referira: a Faculdade de Arquitectura.


Dou uma volta à roda do edificio, näo encontro nada que justifique qualquer polémica


a näo ser o facto de estar inserido num bairro de traca tradicional (para mim näo destoa) e de ao lado ter uma igreja igualmente do inicio do seculo



Mais à frente passo pelo Estádio Olímpico - inaugurado aquando dos Jogos de 1912 - e claro que entro. Engracadissimo, julgarmos, hoje, este estádio como pequeno


e pensarmos que tenha sido considerado grandioso na altura...



Depois chegou a hora de almoco...

Um pouco mais adiante, dou inesperadamente, pelo "Dramatiska Institut"


- o Instituto Superior de Cinema, Radio, Televisäo e Teatro (exactamente por esta ordem, segundo o letreiro). Edificio interessante.



E dois minutos depois deparo-me com o "Svenska Filmistitut". Entro, pois claro, e... homenagens ao Bergman näo faltam






E em exposicao um vestido usado pela Greta Garbo (nao esquecer que era sueca!) no filme "Gösta Berlings saga" realizado por Mauritz Stiller em 1924 (desconheco o titulo em portugues)



Eu näo tenho culpa das coisas me aparecerem assim...

Depois, tropeco num quarteirao chamado "Garnisone"


finalmente um bairro (mais que um quarteiräo) claramente do sec XX. Em cada hall de entrada de cada edificio uma escultura



Pátios, pequenas ruas, esplanadas, cafés, "passages" ligam os vários edificios, num pequeno e delicioso labirinto onde apetece estar, vaguear, passar o tempo...







Um pequeno senäo: näo há gente; aqui e ali alguém sai do escritório (afinal já säo praticamente cinco da tarde - o museu, planeado de véspera, já foi!)




Amanhä visitarei o Vasa Museu...

Entretanto o fim de tarde dourado vai caindo"


 

Powered by Blogger * * * * * Web Blog Pinging Service * * * * * * * * * * * * * * * Blog Flux Directory